domingo, 29 de dezembro de 2013

Quase Soneto à Chuva

Corre afora, janela, galho, gota, pinga
Vinda, longe voa, e morre, aqui
Dá a vida ao solo
Estoura em mil cristais pequenos
Renasce, sem cinzas, ascende
Encanta em prata, cortina de jóias
Se colore, transparente, transcende-se
Desce como esperança em terra seca
Como fúria em tempestade
Como tempo nos domingos
Como ninar na noite
Como conforto na solidão
Como pingente na seda

No fim só faz molhar
E inspirar, quem para e olha
Uma beleza simples
Que cai do céu

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