Conto as horas, que o o relógio pula
Quando pisco os olhos,
Coroando a malemolência
Que assola os dias, dessas semanas
Mas mesmo as horas, puladas,
Do tempo que corre
Muito se arrastam, preguiçosas, como eu
Diante de, ou assim penso,
Mais do que posso viver
Menos que pareço precisar
Quando tento, desisto,
Quando paro, insisto,
Mutilo vontades por vontades
Não há o que desejo
Não há o que não conquisto
Não me há, se deito e morro
Não me há vontade de viver para morrer
Muito se arrastam, preguiçosas, como eu
Diante de, ou assim penso,
Mais do que posso viver
Menos que pareço precisar
Quando tento, desisto,
Quando paro, insisto,
Mutilo vontades por vontades
Não há o que desejo
Não há o que não conquisto
Não me há, se deito e morro
Não me há vontade de viver para morrer
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